Americanos "velam" Internet Explorer 6


Google deixou de dar suporte para antiga versão do navegador
Imagem presente no site oficial da campanha cria túmulo e lápide para o navegador da Microsoft

Um grupo de norte-americanos promove nesta quinta-feira (4), em Denver (EUA), um "funeral" do Microsoft Internet Explorer 6, navegador de internet que está no mercado desde 2001, é constantemente criticado por profissionais do setor e internautas, mas ainda é o segundo mais usado no mundo. Na segunda-feira (1º), os sites do Google deixaram de suportar essa versão do browser, o que dificulta a visualização das páginas – no próximo dia 13 é a vez do YouTube.

O funeral do IE6, que tem praticamente o caráter de festa, foi organizado pela Aten Design, uma empresa de desenvolvimento para internet de Denver. Em um site dedicado ao assunto, os donos do evento dizem que o navegador morreu em 1º de março "como resultado de um acidente de trabalho ocorrido na sede do Google". Quem não puder ir à cerimônia pode mandar flores.

Justin Toupin, fundador da Aten, disse em entrevista à revista Computer World que os organizadores acharam que seria engraçado "enterrar" o Internet Explorer 6. Quem não puder ir à cerimônia pode mandar flores.

– É uma virada humorística para um browser que muitos de nós amamos e odiamos por um longo tempo. Estamos apenas dizendo que é um modo divertido de comemorar o fato de empresas como o Google dizerem que não vão mais dar suporte ao IE6.

Desde o ano passado, quando o Facebook pediu que seus usuários atualizassem o navegador para acessar corretamente o site, pipocam na internet petições para que o IE6 fosse "morto". A Microsoft, que desenvolve o sistema, até apoia essas campanhas, já que o programa já tem outras duas versões mais recentes (7 e 8), mas se nega a forçar os internautas a fazerem a migração. Em um post em seu blog oficial, a empresa reconhece que a internet hoje "precisa de mais".

– Pense em como era a tecnologia e a internet em 2000 e considere o quanto nós evoluímos desde aquela época. Em 2000, "phishing" ["pescar" em inglês e também nome de um popular golpe na rede] era algo que acontecia em um lago, e não online. Não havia redes sociais, leitores RSS, blogs de verdade.

Mas a realidade é que muita gente ainda usa o IE6. Dados de janeiro da consultoria NetApplications indicam que o navegador é responsável 20% dos acessos à internet, ficando atrás apenas do Internet Explorer 8 (25%). A versão 7 tem 15%. Analistas dizem que isso acontece principalmente por causa do acesso nas empresas, que tendem a demorar mais para fazer atualizações.
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